Salomão já dizia a milênios, que "Não há nada de novo sob o sol".
Muda-se a decoração, altera-se a disposição dos móveis, dá-se uma nova pintura, mas a casa continua a mesma!
Afinal, os crimes brutais acontecem às centenas e milhares desde os remotos tempos relatados nas Escrituras, o incesto, estupro, esquartejamento, corrupção política, suborno e todos os tipos de desequilíbrios sociais.
Na natureza, terremotos, erupções vulcânicas, secas indescritíveis e até um dilúvio de proporções nunca vista ocorreu: convulsões violentas na estrutura do planeta não são novidades.
Na religião? Nunca faltaram sacerdotes corruptos, profetas de aluguel, devotos fanáticos, estruturas corrompidas, guerra entre religiosos pelo poder, doutrinas e regras usadas em nome de Deus para justificar absurdos.
A conseqüência dessa repetição de acontecimentos?
Talvez uma crise de exaustão - é provável que isso já esteja acontecendo, pelo volume de pessoas nas clínicas e hospitais vitimas de toda sorte de desajustes psíquicos - que pode gerar uma epidemia mundial de loucura, ou quem sabe um sentimento de indiferença e descaso que cauterize nossa sensibilidade ao ponto de nada mais nos chocar.
Os meios de comunicação por sua vez, têm um papel decisivo em alimentar o estardalhaço, super-dimensionar acontecimentos, usar subterfúgios e criar situações surreais.
A verdade?
Gostamos do exagero - a grande maioria - do sensacionalismo, da violência, do sadismo, e esse apetite "de abutre" é que engorda o bolso dos que comercializam a noticia, aumentando a audiência desses programas fúteis e de requintado mau gosto!
Se o enredo for recheado de esperma, petróleo e sangue, está garantido o Ibope!
É claro não dá para deixar de fora humor vulgar, as piadas imbecis, e todas as coisas que não nos deixe pensar: os donos da boiada sabem que é perigoso quando as pessoas começam a pensar...
O máximo que lhes é permitido, é informação - muita informação (de preferência contrastante para confundir) - o resto é só apelar para nossas emoções à flor da pele, que da tragédia à sátira, a audiência está assegurada!
Afinal somos ou não somos animais sentimentais? |