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Postado em 03/05/2009
 
Pr. Darckson Lira
Presidente da Igreja Batista Vale de Bênção
 
NÃO ME DESLUMBRO
 

Penso que cheguei àquele estágio da vida, no qual não tenho nenhum encantamento com algumas coisas que deslumbram a maioria das pessoas.

Agradeço a Deus pela vida confortável que tenho e pelas lutas do dia-a-dia para viver com dignidade com minha família.

Fico intimamente intrigado, quando percebo o afã das pessoas, para obter certos bens, vestir roupas caras, ter celulares de última geração, comprar carrões e construir ou alugar mansões para morar.

Não vejo problema nisso, a não ser que – e infelizmente isso ocorre com a maioria – a posse dos bens, cause um encanto além do normal, tornando alguém escravo do consumismo, enfeitiçado pela mentalidade capitalista.

Fico meio por fora, quando estou numa roda, e a conversa gira em torno de grifes, marcas de automóveis, valores imobiliários e coisas assim...

Não consigo – e dou graças a Deus por isso – ficar de “queixo caído”, olhando carros ou visitando mansões milionárias.

Portanto, a quem não me conhece e deseja conviver comigo, gostaria de deixá-lo alerta quanto a isso.

NÃO ME DESLUMBRO:

- Com a grife de roupa ou terno que usa: simplesmente, porque nem sei diferenciar um terno elitizado de algum outro de  marca prosaica, e costumo valorizar quem está por dentro da roupa – tem essência?

- Com o tamanho de sua casa: já estive em algumas, que dá pena, “ver tanta riqueza em cima de tanta miséria... (espiritual, intelectual e moral)”.

- Com a marca de seu carro: não entendo coisa alguma acerca de valores, potência de motor, preço de mercado, etc.

- Com títulos honoríficos de reitores, doutores, políticos, apóstolos, bispos: não acredito que a qualidade e valor de um ser humano possa ser medida ou avaliada pelos títulos, por mais pomposos que sejam.

- Com expressões bombásticas de suposta espiritualidade e maneirismos estereotipados: não me façam perder tempo - não julgo um presente pela embalagem!

- Com Templos suntuosos e Catedrais milionárias: fazem menos sentido pra mim, que as Pirâmides do Egito, Torre Eiffel e Muralhas da China. Ao menos essas têm uma história...

- Com elogios e encômios: prefiro os que silenciosamente demonstram no destilar do tempo, o afeto que possuem, nas atitudes, por meio de ações.

- Com minhas conquistas pessoais: é uma vaidade estúpida, alguém achar-se grande coisa tendo uma mente tão débil, um corpo tão transitório, sempre tão perto do grande abismo do tempo que a tudo engolfa, destruindo todas as vaidades e lançando no pó todas as pretensões!

   
 
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