Penso que cheguei àquele estágio da vida, no qual não tenho nenhum encantamento com algumas coisas que deslumbram a maioria das pessoas.
Agradeço a Deus pela vida confortável que tenho e pelas lutas do dia-a-dia para viver com dignidade com minha família.
Fico intimamente intrigado, quando percebo o afã das pessoas, para obter certos bens, vestir roupas caras, ter celulares de última geração, comprar carrões e construir ou alugar mansões para morar.
Não vejo problema nisso, a não ser que – e infelizmente isso ocorre com a maioria – a posse dos bens, cause um encanto além do normal, tornando alguém escravo do consumismo, enfeitiçado pela mentalidade capitalista.
Fico meio por fora, quando estou numa roda, e a conversa gira em torno de grifes, marcas de automóveis, valores imobiliários e coisas assim...
Não consigo – e dou graças a Deus por isso – ficar de “queixo caído”, olhando carros ou visitando mansões milionárias.
Portanto, a quem não me conhece e deseja conviver comigo, gostaria de deixá-lo alerta quanto a isso.
NÃO ME DESLUMBRO:
- Com a grife de roupa ou terno que usa: simplesmente, porque nem sei diferenciar um terno elitizado de algum outro de marca prosaica, e costumo valorizar quem está por dentro da roupa – tem essência?
- Com o tamanho de sua casa: já estive em algumas, que dá pena, “ver tanta riqueza em cima de tanta miséria... (espiritual, intelectual e moral)”.
- Com a marca de seu carro: não entendo coisa alguma acerca de valores, potência de motor, preço de mercado, etc.
- Com títulos honoríficos de reitores, doutores, políticos, apóstolos, bispos: não acredito que a qualidade e valor de um ser humano possa ser medida ou avaliada pelos títulos, por mais pomposos que sejam.
- Com expressões bombásticas de suposta espiritualidade e maneirismos estereotipados: não me façam perder tempo - não julgo um presente pela embalagem!
- Com Templos suntuosos e Catedrais milionárias: fazem menos sentido pra mim, que as Pirâmides do Egito, Torre Eiffel e Muralhas da China. Ao menos essas têm uma história...
- Com elogios e encômios: prefiro os que silenciosamente demonstram no destilar do tempo, o afeto que possuem, nas atitudes, por meio de ações.
- Com minhas conquistas pessoais: é uma vaidade estúpida, alguém achar-se grande coisa tendo uma mente tão débil, um corpo tão transitório, sempre tão perto do grande abismo do tempo que a tudo engolfa, destruindo todas as vaidades e lançando no pó todas as pretensões! |