O que mais resta, após o mar recuar, e revelar a areia tímida até então escondida em suas praias?
O que mais resta quando a lua minguante deixa suas réstias de prata na escuridão do céu?
O que mais resta quando os olhos se esforçam em buscar o horizonte dourado que se enegrece quando o astro rei se põe?
O que mais resta quando o corpo combalido enfraquece aos poucos pelo vigor perdido?
O que mais resta à memória esmaecida quando inutilmente tenta reviver o passado que não mais pode ser vivido?
Resta o poema, a única certeza que a realidade existe, quando nada mais existisse.. |