O velho e sapientíssimo filosofo Jean Paul Sartre, disse que cada um de nós, nada mais é do que “ aquilo que os outros fizeram de nós”.
Daí já ter dito reiteradas vezes, que conceitos como o de “Verdade e Liberdade” são amplíssimos, perigosíssimos e de uma subjetividade inimaginável!
Nascemos em um contexto determinado, sob uma cultura e valores morais e religiosos definidos e tentar ir um pouco mais longe, em nossas considerações a respeito de coisas que são proibidas de pensar e que nos leve para fora da “mentalidade de rebanho” que é condição indispensável para a própria sobrevivência, é uma aventura arriscada.
É claro que eu – em meu perfeito bom-senso – jamais recomendaria cerca de 98% da humanidade que começasse a pensar, ou o mundo entraria num caos jamais visto.
Pensar é perigoso! É arriscado, e pode ser fatal!
O mundo está organizado por poucos que pensam, e que detestariam a simples idéia de que os demais também resolvessem pensar.
No que?
A respeito da cultura vigente, da política, da moda, do que se vê na TV, da religião...
Já pensou o que poderia acontecer se as pessoas resolvessem pensar?
Melhor distraí-las com um bom e animado show, alguma partida de futebol, uma disputada campanha política ou um espetáculo religioso quase como um show de mágica ou circo!
Afinal, é mais confortável deixar que um guru, padre ou pastor iluminado decida nossa vida, é menos incômodo transferir toda a responsabilidade para Deus do que assumir nossas dores e fracassos.
Enquanto se divertem e brigam com suas disputas entre clubes esportivos, políticos e religiosos, não terão tempo para pensar na própria vida e no que poderiam fazer para modificá-las, dar uma melhor qualidade, enfim, assumir as responsabilidades e autonomia de alguém realmente adulto.
Melhor deixar como está...
Darckson Lira. |