Nossa vida vive de fases: nascemos, crescemos, reproduzimos, envelhecemos e voltamos para casa. Todas as fases são importantes por que em todas aprendemos e construímos nossa própria estrada existencial. Há fases em nossa vida que estamos mais espontâneos e em outras, mas tímidos e precavidos.
No entanto ser espontâneo é uma benção e ser precavidos também é uma benção. Na verdade o que temos que fazer é dosar as coisas a fim de que nossas atitudes sejam adequadas a cada momento. Existe uma fase na vida que eu chamo de “fase dos contrários”.
Essa fase é aquela em que sempre enxergamos a opinião do outro como uma ameaça a nossa opinião, você já passou por isso? Já viu isso? Está passando por isso? É uma fase terrível por que acabamos perdendo amizades que são valiosas em nossa vida.
Geralmente quando estamos na “fase dos contrários” temos uma tendência absurda a sermos o dono da verdade e isso acaba com a tentativa de qualquer diálogo. Todas as vezes que a gente chega e diz assim: “ Senhor! Vimos outras pessoas que pregavam como o Senhor, mas não andam com a gente...” Sentiu? Essa é a “fase dos contrários”. Ninguém é igual a ninguém!
E muito provavelmente a maior demonstração de respeito que podemos externar a alguém é dar-lhe o direito de ser diferente. Se sempre eu enxergar o outro como contrário a mim eu nunca aprenderei com o outro. Quando estamos na “fase dos contrários” percebemos que ainda não estamos adultos e amadurecidos. Mas existe outra fase em nossa vida que ao entrarmos, tornamos a vida um pouco mais leve: “Fase complementar”.
Essa fase é um momento muito bacana na vida, pois percebemos que a opinião do outro não precisar ser encarada necessariamente como uma opinião contrária a minha, mas ela pode tornar-se uma opinião complementar a minha, entende?
O que estou dizendo é que em vez de tratar a opinião do outro como uma ameaça a minha opinião, eu posso usar a opinião do outro para complementar a minha opinião ou seja, tenho minha opinião, mas o outro tem sua própria opinião, então, vamos juntar as opiniões e vamos caminhar juntos construindo estradas de relacionamentos saudáveis.
É fácil? Não, não é, mas é possível! Não estou dizendo que temos que abrir mão da nossa opinião. Estou dizendo que podemos fazer com que as opiniões sejam complementares, entende? O céu é ilusóriamente azul, mas as nuvens são brancas e no entanto convivem no mesmo espaço, entende? Quem sai da “fase dos contrários” e entra na “fase complementar” torna a vida mais sociável e agradável. Sejamos diferentes! Mas não indiferentes!
Afinal de contas Deus tem um propósito em nossa vida: transforma-nos a imagem de seu filho Jesus.
Jeorgino da Silva |